sábado, 14 de abril de 2012

Qual é o melhor espaço para a Arte no Carmo?

Alguns alunos me pediram uma opinião sobre um projeto que circula na rede, e eu espero atender aqui à uma solicitação dos meu queridos alunos, que tem aulas de História da Arte, são fruidores de obras primas, fruidores de obras famosas e contemporâneos do seu tempo.

Pergunta difícil, na verdade não respiramos arte nas ruas, e quando isso acontece é em um tempo esporádico, muitas vezes atrelado à uma data comemorativa da cidade, ou uma data religiosa. O espaço público precisa receber Arte de Qualidade por mais tempo do que costuma acontecer por aqui. Quando eu falo em Arte de Qualidade, não estou aqui querendo determinar o que é isso e quem possui essa Arte, falo que os eventos, talvez menos custosos, mas de fato muito bons, pudessem substituir o que acontece por aqui quando "nomes famosos aparecem e a verba, que não é muita, se vai. É cultural daqui, não é culpa de ninguém, ou culpa de todos, rsrssrsr.

Ministrar aulas de Arte em espaços públicos merece atenção e muito planejamento, estamos trabalhando e nos relacionando com questões muito importantes, a Sensibilidade dos Outros e os Espaços Públicos. Pode parecer difícil o entendimento disso, afinal muitos não se expõem em seus trabalhos, apenas passam o tempo produzindo mecanicamente o que podemos chamar de artesanato. Outra questão, e de grande importância, é selecionar PROFISSIONAIS com bagagem pedagógica e conhecimento sólido em arte, pré-requisitos necessários para ministrar tais aulas.




O primeiro trabalho no Brasil dentro do que entendemos hoje como “escultura pública” permanente começou a ser executado no final do séc. xviii e integra o Barroco brasileiro. Trata-se das estátuas dos Profetas (1796-1805), no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, Patrimônio da Humanidade/unesco localizado na cidade de Congonhas, estado de Minas Gerais.


Voltando à pergunta do post, o lugar da Arte aqui no Carmo, o que sei é que os artistas locais não conseguem, na sua grande maioria,  sustento com as suas próprias produções (fato), o que é um sinal muito negativo. Não me interesso pelo assunto a ponto de querer pesquisar o porquê isso acontece, mas de fato acontece, é só ver a nova loja que abriu recentemente na praça, aonde me parece, funcionava um ateliê. Outro exemplo disso foi no Sissi (é assim que escreve?) um projeto que nasceu morto, por falta de planejamento.

Estou pesquisando o assunto já algum tempo, mas ainda não tenho uma ideia que possa responder a pergunta do post. A cidade deveria, em um primeiro momento, emergencialmente falando, proporcionar eventos de acesso instantâneo e aceitação garantida, como música ao vivo, peças de teatro na praça, ao ar livre, promover uma exposição de Arte com artistas locais, previamente selecionados por uma banca de Artistas e Estudiosos da Arte (sem curiosos, por favor!) e Artistas convidados.

Enfim, parece que  assunto surgiu como um surto, e parece que existe até um projeto, e que tal projeto tem a pretensão de ocupar um espaço público que foi feito para receber a Secretaria de Turismo. Estranho essa urgência! É uma necessidade dos Carmenses, ou alguém precisa colocar os seus trabalhos encalhados na praça novamente?

Então, o assunto é importante demais para ser decidido de qualquer maneira. DEVAGAR... TUDO PODE IR LADEIRA ABAIXO... Eu adoro trocadilhos.Você quer ler algo responsável e com base para refletir a pergunta do post? Então clica aqui: ARTE PÚBLICA.


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Cuidado povo do Carmo, às vezes o que parece ser Arte é um tremendo lixo (rsrsrsr...), e o que parece ser lixo é uma tremenda obra de Arte.

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