quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os três porquinhos - versão Eddye Azevedo

Essa versão é livre de royaltes, pode copiar e publicar, desde que dê os créditos ao autor (euzinho).

Os três porquinhos

Era uma vez três porquinhos, todos já crescidos, adultos e morando com a mamãe, a Sra Porca. Ela, já com a idade bem avançada, sofria de problemas de saúde, tinha obesidade mórbida. Percebendo que iria para a panela dos seus donos, a Sra Porca arrumou um jeito dos seus filhos fugirem para a floreta.
Na noite da fuga, Sr. Porca deu-lhes todas as suas economias e pediu que ficassem sempre juntos:
- “Nunca se separem meus toucinhos queridos”.
 Apesar do pedido de sua mãe, os três decidiram morar cada um em sua casa. Compraram três lotes do Sr. Esquilo, uma espécie de roedor e corretor imobiliário da floresta.
 - Podem ficar tranqüilos, tá tudo nos conforme. Eu estava guardando esses lotes para os meus primos, mas vou vender para vocês. Vocês são legais.
 Os lotes tinham uma bela vista e custaram bem barato. Barato demais, disse o porquinho Artista:
 - Tem alguma coisa errada! Tá barato demais! Cadê os documentos do terreno seu Esquilo?
- Não atrapalha irmãozinho, ele está nos oferecendo uma pechincha. Os documentos depois ele trás.
 Com essas palavras o porquinho Prático, que era bom de matemática e de fazer negócios, decidiu o destino dos três. O esquilo nunca mais apareceu, nem ele nem os papéis. Aqueles lotes estavam em zona de preservação ambiental e, portanto, eram ilegais.
 Sem saber que estavam sendo enganados foram adiante, cada um construiu a sua casa. O porquinho Construtor, que era mestre de obras, ajudou na empreitada. Para o seu irmão Artista ele levantou uma casa toda feita de material reciclado, as portas e janelas eram restos de demolição. Para o seu irmão Prático, levantou uma bem na encosta, toda de tijolo, e para economizar, o lixo e o esgoto eram despejados direto na encosta. Por fim, fez para ele uma casa toda de madeira, sem procedência, e construiu em cima de uma árvore centenária.

Tudo parecia estar bem na vida dos três porquinhos até que apareceu o Lobo. O Lobo era guarda florestal e entregou uma intimação para cada porquinho. Sem entender porque estavam sendo intimados à comparecer no fórum florestal, não deram muita importância. No dia que foram ao fórum conheceram o temido Leão, juiz e prefeito da floresta. Diante de uma multidão de animais o Leão explicou aos porquinhos o motivo da intimação:

 - Vocês porquinhos, estão sendo acusados de: depredação do patrimônio histórico florestal, poluição da nascente do rio Vida, a nossa maior fonte de água potável, e de ocupação ilegal dos terrenos destinados à preservação ambiental.

- Caraça!!! Disse os três ao mesmo tempo.

 - Se vocês não tem nada a dizer, além disso, eu vou dar a sentença.

Os porquinhos começaram a chorar e tentaram uma saída. O Prático deu um passo à frente e argumentou:

 - Não faz isso não seu Leão. Somos do bem, não sabíamos que esses terrenos estavam em área de preservação ambiental. O seu Esquilo não nos disse nada.

 - Não é seu Leão! É vossa excelência! E tem mais, não há justificativa para vocês jogarem o esgoto e o lixo no nosso rio, e nem de cortarem a copa da nossa árvore centenária.

 - Mas seu Leão...

 - Não é seu Leão, é Vossa Excelência! Já cansei de vocês e suas desculpas. Vou dar logo a sentença!

 - Vossa Excelência, nós erramos, compramos terrenos ilegais, sujamos o rio e destruímos a floresta. Preciso que nos dê uma chance de corrigir tudo isto. Considere o nosso pedido de desculpas.

 Diante do sincero pedido do porquinho Artista, seu Leão, ou melhor dizendo, Vossa Excelência,  os condenou a trabalhos comunitários: Limpeza da nascente do Rio, demolição das casas construídas na reserva florestal e trabalho de conscientização dos jovens e adolescentes a respeito da importância da vida na floresta.

 Assim, todos viveram felizes para sempre.

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